EnsaiosGeopolíticaMundo
A Europa depois da ilusão
A guerra na Ucrânia expôs as fragilidades da União Europeia e acelerou a sua transformação. Entre segurança, poder e valores, a Europa enfrenta agora o fim das suas próprias ilusões.
Ensaios
Portugal e a armadilha do baixo valor acrescentado
Nunca fomos tão qualificados. Nunca foi tão difícil ficar. Entre o custo e o valor, Portugal tornou-se um país onde o talento já não cabe.
Mundo
Cuba e a arte de não colapsar
Há cidades que, quando entram em crise, fazem barulho. Havana parece fazer o contrário. Apaga-se. Entre cortes de eletricidade, filas...
PolíticaSociedade
Afinidades que não são acidente
O caso de Vanessa Almeida não é um detalhe isolado, mas um sintoma de algo mais profundo: a existência de uma zona cinzenta onde o radicalismo encontra tradução política. Entre negação formal e tolerância prática, a fronteira democrática desloca-se.
GeopolíticaMundo
O Crepúsculo de Teerão
“O que arde em Teerão não é apenas um regime; é um ponto de fricção entre ordens mundiais concorrentes.”
GeopolíticaMundo
Venezuela: do “novo realismo” ao saque assumido
Quando a estabilidade substitui a democracia, o passo seguinte raramente é neutro. Na Venezuela, o “novo realismo” deixou de ser pragmatismo e tornou-se apropriação. O que antes era gestão passou a ser domínio — e o tabu que separava influência de posse foi finalmente quebrado.
PolíticaSociedade
Presidenciais: o grito silencioso de uma democracia cansada, mas ainda viva
Uma vitória clara, construída mais por prudência do que por entusiasmo. As presidenciais de 2026 revelam um país moderado, cansado e defensivo — que ganhou tempo, mas não resolveu os seus problemas.
Ensaios
Iliberalismo, violência e silêncio: quando a democracia começa a ceder
A violência política não nasce no vazio. É o sintoma visível de um processo mais profundo: normalização, silêncio e cedências sucessivas. Uma reflexão sobre o iliberalismo contemporâneo e os riscos que traz para a democracia
Ensaios
Quando o capital manda, o jornalismo cala-se
O que está a acontecer no Washington Post não é apenas uma crise financeira. É o retrato de como o poder económico, quando se transforma em poder editorial, corrói silenciosamente instituições essenciais à democracia.