Mundo
A política do recuo encenado: quando o autoritarismo aprende a parecer moderado
As imagens vindas do Minnesota — operações federais militarizadas, agentes mascarados, mortes, comunidades aterrorizadas em nome da “ordem” — provocaram...
Mundo
Quando a soberania tem dono
Durante anos, Donald Trump foi tratado pela extrema-direita europeia como um aliado ideológico. Não tanto pelo que dizia sobre a...
PolíticaSociedade
O árbitro e o dono do jogo
A campanha presidencial tem sido frequentemente lida como um confronto entre dois estilos pessoais ou duas retóricas opostas. Essa leitura...
Ensaios
Grok: quando o iliberalismo se torna software
Grok é frequentemente criticado pelo tom, pelas respostas provocatórias ou pela permissividade face a discursos extremos. Mas essa crítica falha...
Ensaios
Não é fascismo. É iliberalismo — e isso é mais sério
O debate em torno de André Ventura e do CHEGA tem sido, em larga medida, um debate mal colocado. Discutem-se...
Mundo
Quando o Estado começa a parecer uma milícia
Autoridade, extremismo e a erosão do Estado de direito Há momentos em que a linguagem política deixa de servir. Quando...
Sociedade
O centro democrático sob cerco
Há momentos em que a política parece funcionar. As instituições mantêm-se, os calendários eleitorais cumprem-se, os discursos repetem fórmulas conhecidas...
GeopolíticaMundo
Europa: focos, tensões e futuros possíveis
I — O futuro deixou de ser abstrato Durante muito tempo, falar do futuro da Europa foi um exercício confortável....
PolíticaSociedade
Quando a equidistância se torna desonestidade
A falsa simetria entre centro democrático e radicalismo iliberal não é neutralidade: é uma escolha. Quando a equidistância se torna estratégia, o risco não é apenas político — é democrático.
PolíticaSociedade
António José Seguro e a vitória do centro democrático
A eventual vitória de António José Seguro não seria uma vitória da esquerda, mas do centro democrático. A segunda volta não opõe esquerda e direita, apesar da narrativa insistente de André Ventura; opõe moderação institucional a populismo disruptivo. Seguro surge como uma escolha defensiva num sistema sob tensão: não entusiasma, não mobiliza, mas estabiliza. E, paradoxalmente, pode ser tão útil ao PSD como ao próprio equilíbrio democrático — não por afinidade política, mas por contenção institucional.