Ceuta e a erosão da solidariedade europeia

Ceuta e a erosão da solidariedade europeia

Paulo Trindade
Agosto 11, 2026

Ceuta não é apenas uma crise migratória. O episódio expôs a vulnerabilidade das fronteiras europeias, a instrumentalização da migração como instrumento geopolítico e, sobretudo, a erosão da solidariedade que esteve na origem do projeto europeu. Uma reflexão sobre aquilo em que a União Europeia se está a transformar.

Quando o extremismo começa a parecer normal

Quando o extremismo começa a parecer normal

Paulo Trindade
Agosto 11, 2026

Há palavras que não são apenas palavras. Trazem consigo uma história, uma visão do mundo e, muitas vezes, uma ideia...

Da sinfonia ao riff: a sobrevivência da tradição erudita na música moderna

Da sinfonia ao riff: a sobrevivência da tradição erudita na música moderna

Paulo Trindade
Agosto 6, 2026

Quando se fala da influência da música clássica na música contemporânea, a imagem que surge quase sempre é a mesma:...

A Europa redescobriu a política industrial. Portugal ainda discute se deve usá-la

A Europa redescobriu a política industrial. Portugal ainda discute se deve usá-la

Paulo Trindade
Junho 29, 2026

Durante décadas, a União Europeia privilegiou a concorrência e a abertura dos mercados em detrimento da política industrial. Hoje, Bruxelas muda de rumo. Portugal, porém, continua a discutir instrumentos quando o verdadeiro desafio é definir uma estratégia de desenvolvimento.

A Erosão das Fronteiras

A Erosão das Fronteiras

Paulo Trindade
Junho 27, 2026

A recente polémica em torno da reforma laboral é apenas o sintoma de uma transformação mais profunda. Quando o centro político passa a apresentar a direita radical como parceiro preferencial, não muda apenas uma estratégia parlamentar; mudam as fronteiras do politicamente aceitável e o próprio equilíbrio da democracia.

A gramática iliberal da suspeita

A gramática iliberal da suspeita

Paulo Trindade
Junho 24, 2026

O iliberalismo contemporâneo raramente se apresenta como inimigo da democracia. Prefere falar de ordem, eficiência e segurança. Mas é precisamente aí que reside a sua força: não destrói instituições de forma abrupta, transforma-as gradualmente por dentro. Da proteção à suspeita, da integração à supervisão, a mudança começa muitas vezes nos detalhes administrativos.

Quando a proteção deixa de ser um direito

Quando a proteção deixa de ser um direito

Paulo Trindade
Junho 12, 2026

A discussão sobre o Estado social não se resume ao seu tamanho nem ao volume da despesa pública. A questão decisiva é outra: porque protege o Estado os seus cidadãos? O debate em torno da Prestação Social Única sugere uma mudança mais profunda do que uma simples reforma administrativa. Quando a proteção deixa de ser entendida como um direito associado à cidadania e passa a depender de critérios crescentes de condicionalidade, altera-se a própria filosofia que sustenta o Estado social.

A ilusão da convergência salarial

A ilusão da convergência salarial

Paulo Trindade
Junho 9, 2026

A redução da desigualdade salarial é uma boa notícia. Mas quando o salário mínimo se aproxima cada vez mais do salário mediano, estamos perante uma economia mais próspera ou apenas uma estrutura salarial mais comprimida? Uma reflexão sobre salários, produtividade e os limites da convergência salarial em Portugal.

Humanismo em Ruínas: Uma leitura de Ergo Proxy

Humanismo em Ruínas: Uma leitura de Ergo Proxy

Paulo Trindade
Junho 2, 2026

Sob a superfície de uma distopia futurista, Ergo Proxy revela-se uma reflexão sobre identidade, cidadania, tecnocracia e condição humana. Mais do que um anime sobre o futuro, é um ensaio sobre as tensões da modernidade e os limites de uma sociedade que procura transformar a vida num problema de gestão.

O Benfica e a erosão da sua própria identidade

O Benfica e a erosão da sua própria identidade

Paulo Trindade
Maio 26, 2026

O Benfica não perdeu apenas peso competitivo no futebol europeu. Perdeu parte da sua capacidade de se reconhecer a si próprio. Entre a financeirização do futebol, a erosão de referências duradouras e a lógica de reinício permanente, o clube transformou-se numa instituição mais instável, mais transitória e menos coerente com a identidade histórica que durante décadas o distinguiu

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