Quando a proteção deixa de ser um direito

Quando a proteção deixa de ser um direito

Paulo Trindade
Junho 12, 2026

A discussão sobre o Estado social não se resume ao seu tamanho nem ao volume da despesa pública. A questão decisiva é outra: porque protege o Estado os seus cidadãos? O debate em torno da Prestação Social Única sugere uma mudança mais profunda do que uma simples reforma administrativa. Quando a proteção deixa de ser entendida como um direito associado à cidadania e passa a depender de critérios crescentes de condicionalidade, altera-se a própria filosofia que sustenta o Estado social.

Humanismo em Ruínas: Uma leitura de Ergo Proxy

Humanismo em Ruínas: Uma leitura de Ergo Proxy

Paulo Trindade
Junho 2, 2026

Sob a superfície de uma distopia futurista, Ergo Proxy revela-se uma reflexão sobre identidade, cidadania, tecnocracia e condição humana. Mais do que um anime sobre o futuro, é um ensaio sobre as tensões da modernidade e os limites de uma sociedade que procura transformar a vida num problema de gestão.

Sem autocrítica, o progressismo perde terreno

Sem autocrítica, o progressismo perde terreno

Paulo Trindade
Abril 12, 2026

A expansão de direitos não está em causa. Mas a forma como alguns debates foram conduzidos — na linguagem, na pedagogia e no espaço público — gerou resistências que não podem ser ignoradas. Sem autocrítica, o progressismo perde capacidade de resposta e entrega aos extremos o terreno que depois diz querer defender.

Sá Carneiro contra a sua caricatura

Sá Carneiro contra a sua caricatura

Paulo Trindade
Fevereiro 7, 2026

A partir do texto de José Pacheco Pereira e dos escritos de Francisco Sá Carneiro, este ensaio analisa a forma como a sua memória tem sido instrumentalizada para legitimar opções que contradizem o seu legado social-democrata.

Quando a equidistância se torna desonestidade

Quando a equidistância se torna desonestidade

Paulo Trindade
Janeiro 20, 2026

A falsa simetria entre centro democrático e radicalismo iliberal não é neutralidade: é uma escolha. Quando a equidistância se torna estratégia, o risco não é apenas político — é democrático.

António José Seguro e a vitória do centro democrático

António José Seguro e a vitória do centro democrático

Paulo Trindade
Janeiro 19, 2026

A eventual vitória de António José Seguro não seria uma vitória da esquerda, mas do centro democrático. A segunda volta não opõe esquerda e direita, apesar da narrativa insistente de André Ventura; opõe moderação institucional a populismo disruptivo. Seguro surge como uma escolha defensiva num sistema sob tensão: não entusiasma, não mobiliza, mas estabiliza. E, paradoxalmente, pode ser tão útil ao PSD como ao próprio equilíbrio democrático — não por afinidade política, mas por contenção institucional.

O passado que volta disfarçado: Salazarismo, nostalgia e o sucesso do CHEGA

O passado que volta disfarçado: Salazarismo, nostalgia e o sucesso do CHEGA

Paulo Trindade
Junho 3, 2025

Numa sociedade onde a ditadura foi muitas vezes empurrada para os cantos da memória, e onde a democracia raramente se...

X: Um reflexo da era da polarização?

X: Um reflexo da era da polarização?

Paulo Trindade
Maio 28, 2025

O antigo Twitter, foi outrora uma plataforma de debate público, humor e partilha de ideias. Hoje, apresenta um cenário diferente....