A gramática iliberal da suspeita

A gramática iliberal da suspeita

Paulo Trindade
Junho 24, 2026

O iliberalismo contemporâneo raramente se apresenta como inimigo da democracia. Prefere falar de ordem, eficiência e segurança. Mas é precisamente aí que reside a sua força: não destrói instituições de forma abrupta, transforma-as gradualmente por dentro. Da proteção à suspeita, da integração à supervisão, a mudança começa muitas vezes nos detalhes administrativos.

A excepção como rotina: o que a crise israelita nos diz sobre a erosão democrática

A excepção como rotina: o que a crise israelita nos diz sobre a erosão democrática

Paulo Trindade
Maio 19, 2026

A partir de duas análises recentes sobre Israel, este ensaio reflecte sobre erosão democrática, polarização e fragilidade institucional em contextos de conflito prolongado. Entre a linguagem da segurança, a crise do contrato social e a transformação da divergência política em antagonismo existencial, o caso israelita surge como um espelho de tendências mais amplas nas democracias contemporâneas.

Porque funciona o iliberalismo instrumental do CHEGA?

Porque funciona o iliberalismo instrumental do CHEGA?

Paulo Trindade
Maio 18, 2026

O crescimento do CHEGA não nasce do vazio. Entre frustração económica, mudança social acelerada e erosão da confiança institucional, o partido transforma mal-estar difuso em linguagem política simples, emocional e eficaz.

Entre identidade e instrumento: o iliberalismo como método

Entre identidade e instrumento: o iliberalismo como método

Paulo Trindade
Maio 3, 2026

O debate sobre o CHEGA oscila entre rótulos simplistas e leituras redutoras. Mais do que uma identidade ideológica estável, o que emerge é um iliberalismo frequentemente usado como instrumento — adaptado ao contexto, orientado pela oportunidade e com implicações reais para a democracia.

Iliberalismo, violência e silêncio: quando a democracia começa a ceder

Iliberalismo, violência e silêncio: quando a democracia começa a ceder

Paulo Trindade
Fevereiro 5, 2026

A violência política não nasce no vazio. É o sintoma visível de um processo mais profundo: normalização, silêncio e cedências sucessivas. Uma reflexão sobre o iliberalismo contemporâneo e os riscos que traz para a democracia

A Venezuela e o novo realismo: quando a estabilidade vale mais do que a democracia

A Venezuela e o novo realismo: quando a estabilidade vale mais do que a democracia

Paulo Trindade
Janeiro 31, 2026

A tensão entre a administração Trump e María Corina Machado não é um incidente diplomático nem um mal-entendido circunstancial. É...

Quando a soberania tem dono

Quando a soberania tem dono

Paulo Trindade
Janeiro 31, 2026

Durante anos, Donald Trump foi tratado pela extrema-direita europeia como um aliado ideológico. Não tanto pelo que dizia sobre a...

Grok: quando o iliberalismo se torna software

Grok: quando o iliberalismo se torna software

Paulo Trindade
Janeiro 27, 2026

Grok é frequentemente criticado pelo tom, pelas respostas provocatórias ou pela permissividade face a discursos extremos. Mas essa crítica falha...

Não é fascismo. É iliberalismo — e isso é mais sério

Não é fascismo. É iliberalismo — e isso é mais sério

Paulo Trindade
Janeiro 26, 2026

O debate em torno de André Ventura e do CHEGA tem sido, em larga medida, um debate mal colocado. Discutem-se...