Afinidades que não são acidente

Afinidades que não são acidente

Paulo Trindade
Março 6, 2026

O caso de Vanessa Almeida não é um detalhe isolado, mas um sintoma de algo mais profundo: a existência de uma zona cinzenta onde o radicalismo encontra tradução política. Entre negação formal e tolerância prática, a fronteira democrática desloca-se.

Presidenciais: o grito silencioso de uma democracia cansada, mas ainda viva

Presidenciais: o grito silencioso de uma democracia cansada, mas ainda viva

Paulo Trindade
Fevereiro 9, 2026

Uma vitória clara, construída mais por prudência do que por entusiasmo. As presidenciais de 2026 revelam um país moderado, cansado e defensivo — que ganhou tempo, mas não resolveu os seus problemas.

Sá Carneiro contra a sua caricatura

Sá Carneiro contra a sua caricatura

Paulo Trindade
Fevereiro 7, 2026

A partir do texto de José Pacheco Pereira e dos escritos de Francisco Sá Carneiro, este ensaio analisa a forma como a sua memória tem sido instrumentalizada para legitimar opções que contradizem o seu legado social-democrata.

Quando o medo substitui a censura

Quando o medo substitui a censura

Paulo Trindade
Fevereiro 3, 2026

Um cidadão reformado, sem cadastro, sem historial de militância radical, sem qualquer ligação a grupos extremistas, enviou um email educado...

O árbitro e o dono do jogo

O árbitro e o dono do jogo

Paulo Trindade
Janeiro 28, 2026

A campanha presidencial tem sido frequentemente lida como um confronto entre dois estilos pessoais ou duas retóricas opostas. Essa leitura...

Quando a equidistância se torna desonestidade

Quando a equidistância se torna desonestidade

Paulo Trindade
Janeiro 20, 2026

A falsa simetria entre centro democrático e radicalismo iliberal não é neutralidade: é uma escolha. Quando a equidistância se torna estratégia, o risco não é apenas político — é democrático.

António José Seguro e a vitória do centro democrático

António José Seguro e a vitória do centro democrático

Paulo Trindade
Janeiro 19, 2026

A eventual vitória de António José Seguro não seria uma vitória da esquerda, mas do centro democrático. A segunda volta não opõe esquerda e direita, apesar da narrativa insistente de André Ventura; opõe moderação institucional a populismo disruptivo. Seguro surge como uma escolha defensiva num sistema sob tensão: não entusiasma, não mobiliza, mas estabiliza. E, paradoxalmente, pode ser tão útil ao PSD como ao próprio equilíbrio democrático — não por afinidade política, mas por contenção institucional.

O verdadeiro voto de protesto

O verdadeiro voto de protesto

Paulo Trindade
Janeiro 17, 2026

Muito se tem dito que André Ventura representa o “anti-sistema”. A ideia tornou-se quase um reflexo automático no comentário político:...

O panóptico eleitoral: transparência, suspeita e o novo populismo respeitável

O panóptico eleitoral: transparência, suspeita e o novo populismo respeitável

Paulo Trindade
Dezembro 23, 2025

Há momentos em que a política deixa de ser apenas disputa de projectos e passa a ser um regime de...

Da liberdade ao radicalismo? A metamorfose da Iniciativa Liberal em Portugal

Da liberdade ao radicalismo? A metamorfose da Iniciativa Liberal em Portugal

Paulo Trindade
Junho 7, 2025

Quando nasceu, a Iniciativa Liberal (IL) apresentava-se como um partido diferente: liberal nos costumes, defensor da economia de mercado, pró-europeu...

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