PolíticaSociedade
Afinidades que não são acidente
O caso de Vanessa Almeida não é um detalhe isolado, mas um sintoma de algo mais profundo: a existência de uma zona cinzenta onde o radicalismo encontra tradução política. Entre negação formal e tolerância prática, a fronteira democrática desloca-se.
PolíticaSociedade
Presidenciais: o grito silencioso de uma democracia cansada, mas ainda viva
Uma vitória clara, construída mais por prudência do que por entusiasmo. As presidenciais de 2026 revelam um país moderado, cansado e defensivo — que ganhou tempo, mas não resolveu os seus problemas.
PolíticaSociedade
Quando o medo substitui a censura
Um cidadão reformado, sem cadastro, sem historial de militância radical, sem qualquer ligação a grupos extremistas, enviou um email educado...
PolíticaSociedade
O árbitro e o dono do jogo
A campanha presidencial tem sido frequentemente lida como um confronto entre dois estilos pessoais ou duas retóricas opostas. Essa leitura...
Sociedade
O centro democrático sob cerco
Há momentos em que a política parece funcionar. As instituições mantêm-se, os calendários eleitorais cumprem-se, os discursos repetem fórmulas conhecidas...
PolíticaSociedade
Quando a equidistância se torna desonestidade
A falsa simetria entre centro democrático e radicalismo iliberal não é neutralidade: é uma escolha. Quando a equidistância se torna estratégia, o risco não é apenas político — é democrático.
PolíticaSociedade
António José Seguro e a vitória do centro democrático
A eventual vitória de António José Seguro não seria uma vitória da esquerda, mas do centro democrático. A segunda volta não opõe esquerda e direita, apesar da narrativa insistente de André Ventura; opõe moderação institucional a populismo disruptivo. Seguro surge como uma escolha defensiva num sistema sob tensão: não entusiasma, não mobiliza, mas estabiliza. E, paradoxalmente, pode ser tão útil ao PSD como ao próprio equilíbrio democrático — não por afinidade política, mas por contenção institucional.
Modelos SociaisSociedade
Entre o choque e a coesão: os limites do liberalismo económico
O liberalismo económico pode ser eficaz como resposta a crises e choques macroeconómicos. Mas quando se transforma em modelo permanente, tende a gerar desequilíbrios sociais e a fragilizar a coesão. Entre o choque e a coesão, há uma escolha política que não pode ser eternamente adiada.
Política
O verdadeiro voto de protesto
Muito se tem dito que André Ventura representa o “anti-sistema”. A ideia tornou-se quase um reflexo automático no comentário político:...