A semana

Sá Carneiro contra a sua caricatura

Sá Carneiro contra a sua caricatura

Fevereiro 7, 2026

A partir do texto de José Pacheco Pereira e dos escritos de Francisco Sá Carneiro, este ensaio analisa a forma como a sua memória tem sido instrumentalizada para legitimar opções que contradizem o seu legado social-democrata.

Iliberalismo, violência e silêncio: quando a democracia começa a ceder

Iliberalismo, violência e silêncio: quando a democracia começa a ceder

Fevereiro 5, 2026

A violência política não nasce no vazio. É o sintoma visível de um processo mais profundo: normalização, silêncio e cedências sucessivas. Uma reflexão sobre o iliberalismo contemporâneo e os riscos que traz para a democracia

Quando o capital manda, o jornalismo cala-se

Quando o capital manda, o jornalismo cala-se

Fevereiro 4, 2026

O que está a acontecer no Washington Post não é apenas uma crise financeira. É o retrato de como o poder económico, quando se transforma em poder editorial, corrói silenciosamente instituições essenciais à democracia.

A guerra que não se vê

A guerra que não se vê

Fevereiro 4, 2026

Sabotagem, medo e desgaste democrático na Europa Um incêndio num armazém. Um pacote que arde num centro logístico. Um troço de linha férrea danificado. Um centro comercial reduzido a cinzas durante a madrugada. Notícias breves, títulos que se sucedem, indignação passageira. No dia seguinte, a normalidade recompõe-se — ou tenta recompor-se. Nada disto, à primeira

Quando o medo substitui a censura

Quando o medo substitui a censura

Fevereiro 3, 2026

Um cidadão reformado, sem cadastro, sem historial de militância radical, sem qualquer ligação a grupos extremistas, enviou um email educado a um procurador do Estado norte-americano. Pedia apenas que fosse considerada a situação de um refugiado afegão, ameaçado de morte se fosse deportado. Horas depois, a sua conta digital foi alvo de uma ordem administrativa.

A erosão silenciosa do poder americano

A erosão silenciosa do poder americano

Fevereiro 2, 2026

Durante décadas, os Estados Unidos construíram a sua influência global não apenas com poder militar ou dimensão económica, mas com algo mais difícil de medir: previsibilidade. Aliados, investidores e parceiros sabiam, em linhas gerais, o que esperar de Washington. Essa confiança funcionava como um ativo invisível, mas decisivo. Hoje, esse ativo está a ser corroído.