PolíticaSociedade
Quando a equidistância se torna desonestidade
A falsa simetria entre centro democrático e radicalismo iliberal não é neutralidade: é uma escolha. Quando a equidistância se torna estratégia, o risco não é apenas político — é democrático.
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António José Seguro e a vitória do centro democrático
A eventual vitória de António José Seguro não seria uma vitória da esquerda, mas do centro democrático. A segunda volta não opõe esquerda e direita, apesar da narrativa insistente de André Ventura; opõe moderação institucional a populismo disruptivo. Seguro surge como uma escolha defensiva num sistema sob tensão: não entusiasma, não mobiliza, mas estabiliza. E, paradoxalmente, pode ser tão útil ao PSD como ao próprio equilíbrio democrático — não por afinidade política, mas por contenção institucional.
Política
O verdadeiro voto de protesto
Muito se tem dito que André Ventura representa o “anti-sistema”. A ideia tornou-se quase um reflexo automático no comentário político:...
Política
O panóptico eleitoral: transparência, suspeita e o novo populismo respeitável
Há momentos em que a política deixa de ser apenas disputa de projectos e passa a ser um regime de...
Política
Da liberdade ao radicalismo? A metamorfose da Iniciativa Liberal em Portugal
Quando nasceu, a Iniciativa Liberal (IL) apresentava-se como um partido diferente: liberal nos costumes, defensor da economia de mercado, pró-europeu...
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O passado que volta disfarçado: Salazarismo, nostalgia e o sucesso do CHEGA
Numa sociedade onde a ditadura foi muitas vezes empurrada para os cantos da memória, e onde a democracia raramente se...
Política
PS: Entre o legado e labirinto
Há legados que se escrevem com vitórias e outros com equívocos. O de António Costa é um pouco dos dois....